Happy New Year e um pouco sobre gamers

by - sexta-feira, dezembro 30, 2011

Estou um pouco atrasada para desejar feliz natal né? Que seja, ainda dá pra desejar um feliz ano novo, certo? Posso dizer que não tenho mais o pique de antes pra festas de fim de ano, só queria que tudo acabasse bem rápido. Haha como eu sou pessimista né? Na verdade não. Nem tenho motivos pra querer que o ano termine logo, afinal 2011 foi um ano bem melhor que 2010 ou 2009. Não tenho do que reclamar. Não vou fazer retrospectivas não (já basta da Globo) ou traçar metas pra 2012. Eu sempre faço e não as cumpro, esqueço ou mudo no meio do caminho. Só posso esperar e desejar que o ano comece bem e fique ainda melhor, pra mim e pra todo mundo que ainda passa por aqui de vez em quando (ok, quem não passa também né?); e tenho certeza de que será um ano proveitoso esse 2012 :3 Então... Happy New Year People!!!



Mas mudando de assunto completamente, estava reparando num vídeo que uma amiga compartilhou pelo facebook; um "manifesto" de garotas... Garotas gamers. Basicamente (porque eu não vou colocar o vídeo aqui não) se trata de várias garotas compartilhando sua experiência com games, quais consoles têm, quais jogos possuem, tudo de maneira bem superficial e rápida, e principalmente se posicionando sobre o assédio que ocorre sobre elas, porque se você está jogando wow, por exemplo, e alguém se dá conta de que você é mulher... Nossa, parece que vão te estuprar (hehe, como eu sou hiperbólica). Com relação ao nick da garota, "sexynerdgirl", no big deal (sem motivos pra tanta confusão), até porque os outros vídeos são bem bobinhos. Mas vendo os comentários, a posição que ela e muita gente decidiu tomar diante o termo nerd/gamer eu parei pra pensar em algumas coisas...

Não sei porque o mistério em garotas jogando videogames. O número de mulheres que se interessam por games tá aumentando sejam nos jogos sociais, mmorpg, qualquer jogo porcaria de PS, qualquer coisa. E se por acaso a menina não se interessa por videogame não significa que ela seja fútil e só entenda de esmaltes (se entender também, fuck it, qual o problema?). O que eu reparo as vezes é uma preocupação, se não uma valorização do estereotipo nerd/gamer, de ambas as partes, inclusive, talvez até uma guerra dos sexos extremamente infundada.

A começar pelo rótulo Gamer. Pelo que andei vendo por aí você só pode se considerar gamer a partir do momento em que possuir uma vasta gama de títulos e jogar todos eles com maestria. É um território já restrito onde uns se acham mais "gamers" do que outros por jogarem tal jogo ou por terem tal console. Em segundo lugar, vamos recapitular, além de nerd, você deve ser gamer e ter um "talento nato" pra jogo e ainda por cima ser homem? Você mulher que joga videogame precisa realmente do rótulo de "mulher que joga video game"? O mundo dos games é vasto e diverso demais, sem restrição de cor, raça, sexualidade, então porque gênero? Isso serve tanto para os caras que se acham melhores por simplesmente serem homens e também pra mulheres, seja porque se acham melhores do que outras mulheres ou pelo que for... Onde fica a diversão? Não importa que jogo você joga (garotas E garotos), quantos títulos você tem, quais consoles você já comprou ou se você é bom/boa jogando Street Fighter. Se você é o que costumam chamar de gamer ou não. O importante é jogar e gostar do que joga. Uma citação resume exatamente o que quero dizer:

"Eu jogo sim, e não porque sou mulher. Ou alguém joga porque é homem? Jogo porque me diverte, porque me entretém, porque me acalma, porque me agrada, me contagia".

Paula Romano
Jornalista especializada em videogames, atualmente edita o MSN Jogos e co-edita a Revista EGW.

Chega de rótulos gente... Nerd ou não, gamer ou não, mulher ou homem... Não joga quem não gosta. Quem joga só se diverte. Ninguém tem que se sentir melhor ou pior do que ninguém pra isso, certo?

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